quarta-feira, 13 de junho de 2012

UM TEMPLO OU UM TEATRO?


Os homens parecem nos dizer: "Não há qualquer utilidade em seguirmos o velho método, arrebatando um aqui e outro ali da grande multidão?
                   Queremos um método mais eficaz.
                   Esperar até que as pessoas sejam nascidas de novo e se tornem seguidores de Cristo é um processo demorado.
                   Vamos abolir a separação que existe entre os regenerados e os não-regenerados.
                   Venham à igreja, todos vocês, convertidos ou não-convertidos.
                   Vocês têm bons desejos e boas resoluções?
                   Isto é suficiente; não se preocupem com mais nada.
                   É verdade que vocês não crêem no evangelho, mas nós também não cremos nele.
                  Se vocês crêem em alguma coisa, venham.
                  Se vocês não crêem em nada, não se preocupem; a 'dúvida sincera' de vocês é muito melhor do que a fé".
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                 Talvez o leitor diga: "Mas ninguém fala desta maneira".
                 É provável que eles não usem esta linguagem, porem este é o verdadeiro significado do cristianismo de nossos dias.
                 Esta é a tendência de nossa época.
                Posso justificar a afirmação abrangente que acabei de fazer, utilizando a atitude de certos pastores que estão traindo astuciosamente nosso sagrado evangelho sob o pretexto de adaptá-lo a esta época progressista, (
basta ver alguns que estão fazendo casamento homossexual, e outros de cabeça na política).
                O novo método consiste em incorporar o mundo à igreja e, deste modo, incluir grandes áreas em seus limites.
                Por meio de apresentações dramatizadas, os pastores fazem com que as casas de oração se assemelhem a teatros; transformam o culto em shows musicais e os sermões, em arengas políticas ou ensaios filosóficos.
                Na verdade, eles transformam o templo em teatro e os servos de Deus, em atores cujo objetivo é entreter os homens.
                Não é verdade que o Dia do Senhor está se tornando, cada vez mais, um dia de recreação e de ociosidade; e a Casa do Senhor, um templo pagão cheio de ídolos ou um clube social onde existe mais entusiasmo por divertimento do que o zelo de Deus?
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                Ai de mim! Os limites estão destruídos, e as paredes, arrasadas; e para muitas pessoas não existe igreja nenhuma, exceto aquela que é uma parte do mundo; e nenhum Deus, exceto aquela força desconhecida por meio da qual operam as forças da natureza.
                Não me demorarei mais falando a respeito desta proposta tão deplorável.

Autor: Charles H. Spurgeon

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