sexta-feira, 7 de outubro de 2011

CAUSAS X CURA

Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que
a causa da enfermidade seja também extinta.
A cura real somente acontece do interior para o exterior.

èSim, diga a seu médico que vc tem dor no peito,
mas diga tb que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.
èConte a seu médico que vc tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.
èRelate que vc tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer tb que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.
èMencione que vc sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso.

Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em sí o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoismo.

NÃO QUEREM MUDAR DE VIDA.
èProcuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.
èPretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.
èAlmejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.
èPedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas.
èSuplicam auxílio para os problemas de tireóide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades.
èImploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado.
èClamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.

Deus nos fala através de mil modos; a enfermidade é um deles e por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria divina é que  está faltando mais amor e harmonia em sua vida.
Toda cura é sempre uma autocura e o Evangelho de Jesus é a farmácia onde encontraremos os remédios que nos curam por dentro.                                         

èBásico:NUNCA FAÇA AOS OUTROS O QUE NÃO QUER QUE LHE FAÇAM.....


 Há dois mil anos esses remédios estão à nossa disposição.
Quando nos decidiremos?
Livro: O Médico Jesus
José Carlos De Lucca

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Único Mediador

Meus olhos sem brilho estão, na velhice,
meu rosto enrugado e o queixo caído.
A vida não passa de amarga tolice
e o tempo implacável esconde um gemido.
Meus dedos são rijos, tateando o teclado
do computador, meu fiel amigo,
que do mundo abre facilmente a porta
na alegria e dor, solidário comigo.
Tenho um Salvador que me anima e conforta,
na cruz expirou pra me dar salvação.
Toda boa dádiva que vem lá do Céu
é sempre uma Graça pro meu coração.
A bondade do Pai, que é sempre benigna,
é a causa bendita da minha alegria.
Ela se renova em cada manhã,
fresca do orvalho que umedece o chão.
Por isso eu declaro com todo vigor,
Que somente em Jesus tenho salvação
e outro mediador que alguém possa ter
não passa de engodo, de pura ilusão!
Somente Jesus pode interceder
bem junto a Seu Pai em nosso favor,
pois o Pai ao Filho nunca diz um não.
E esta certeza bem dentro de mim
Eu guardo, tranquila, sem retroceder,
que no Salvador, nosso Deus de Amor,
pela eternidade, só existe o  SIM.

Mary Schultze, 03/10/2011

NO FUNDO DO POÇO


 Conta-se que um fazendeiro, que lutava com muita dificuldade, possuía alguns cavalos para ajudar no trabalho de sua fazenda.
 Um dia, o capataz lhe trouxe a notícia de que um de seus cavalos havia caído em um velho poço abandonado. O buraco era muito fundo e seria difícil tirar o animal de lá.
 O fazendeiro avaliou a situação e certificou-se de que o cavalo estava vivo. Mas pela dificuldade e o alto custo para retirá-lo do fundo do poço, decidiu que não valia a pena investir no resgate. Chamou o capataz e ordenou que sacrificasse o animal soterrando-o ali mesmo.
 O capataz chamou alguns empregados e orientou-os para que jogassem terra sobre o cavalo até que encobrissem totalmente e o poço não oferecesse mais perigo aos outros animais.
 No entanto, na medida que a terra caía sobre seu dorso, o cavalo se sacudia e a derrubava no chão e ia pisando sobre ela. Logo os  homens perceberam que o animal não se deixava soterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra caía, até que, finalmente conseguiu sair..


 Se você está sendo soterrado no fundo do poço faça desse aterro seu ponto de apoio para subida.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Perdão É Um Catalisador....

O Perdão É Um Catalisador Que Cria A Ambiência Necessária
Para Uma Nova Partida, Para Um Reinício.

Todos nós, combatentes, deveríamos trazer sobre a nossa farda esta frase: Amor e Perdão. Não pode faltar nem amor nem perdão na vida do combatente do Senhor.
O amor e o perdão caminham lado a lado. A natureza humana e a nossa tendência para o pecado nos levam a agir de forma contrária à vontade de Deus.
Muitas vezes não conseguimos encarar os acontecimentos na visão do amor.
O joio que o inimigo semeia no meio dos filhos de Deus é o desamor e a recusa em dar o primeiro passo para perdoar.
O perdão é um ato de vontade e, se não lutarmos para sair de nós mesmos, se não deixarmos de lado o nosso orgulho e formos ao encontro dos nossos irmãos, perderemos tudo e todos. A lei do amor precisa triunfar em nossa vida, em nossa casa, em nossa família.
Quantas famílias,
casamentos e comunidades cristãs estão sendo destruídos pela falta de perdão.
Precisamos entender: o perdão é a chave que nos devolve a unidade e que nos conduz a uma vida no amor.
Não podemos nos deixar levar pelos sentimentos. Os nossos sentimentos nos arrastam e nos levam a fazer o que não devíamos.
A nossa luta é espiritual, há em nós forças que nos levam ao perdão, mas existem também forças nos segurando, prendendo, amarrando e nos escravizando, dizendo “não”, impedindo-nos de perdoar.
Mas Jesus quer nos dar a vitória do perdão.
Perdoar é um presente de Deus.
É uma porta de graças.
Sempre teremos necessidade de perdoar.
Quantas vezes devemos perdoar?
É preciso perdoar sempre.
Assim como temos dificuldade em perdoar as pessoas, elas também sentem a mesma dificuldade em perdoar as nossas faltas.
A partir do momento em que nos decidimos perdoar, somos curados e restaurados no amor; recuperamos a alegria e a paz.
Quando perdoamos, não estamos fazendo papel de bobo, não estamos compactuando com o erro dos outros. Ao contrário: perdoar é algo muito concreto. Sei que a pessoa errou comigo; experimento a injustiça que foi feita comigo, sei quanto isso me feriu e como doeu; mas, apesar de tudo, de olhos abertos para a realidade, eu perdoo.
É como quando se perdoa uma dívida. Você sabe que a dívida existe, que determinada pessoa deve para você tal quantia; você não é nenhum cego, nenhum “trouxa”. Você sabe de tudo; mas de olhos abertos para a realidade, você perdoa aquela dívida. Veja: a dívida existe, mas você perdoa.

Perdoar é algo nobre. Não se prenda a coisinhas: salve sua vida.
Procure vencer o seu orgulho.
Perdoe a todos.
Perdoe por tudo.
Perdoe sempre.
O perdão faz crescer o amor entre as pessoas, e todo o corpo de Cristo que é a Igreja ganha com isso.
Muitas vezes não recebemos as bençãos do céu, porque não perdoamos.
Deus quer nos abençoar: mas, se estamos fechados ao perdão, a graça não acontece.
O nosso coração precisa estar aberto ao perdão. Para que a graça de Deus seja abundante em nossas vidas. A receita certa para nos levar ao Céu é abrir as portas do coração para o perdão.
Não se sinta humilhado ao dar o primeiro passo para o perdão. Muito pelo contrário: você é vencedor, porque teve coragem de perdoar primeiro.
Nunca espere que os outros dêem o primeiro passo. Dê você e verá a grande libertação que Deus fará em sua vida.
Quando nos humilhamos diante dos homens, crescemos diante de Deus e Sua graça é superabundante em nossas vidas!
Esta é a vitória do combatente: Amor e Perdão, uma feliz combinação. O amor que nos leva a perdoar e o perdão que, reconciliando os combatentes, faz crescer o amor em todo o exército dos combatentes do Senhor.

Estamos em combate!
Aprendi, que o perdão é o melhor remédio para o sofrimento
 
DEUS É PARA TODOS NÓS
Martin Luther King

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vidas Passadas

         O homem vive apenas uma vez aqui na Terra. A Bíblia Sagrada, regra de fé e prática dos cristãos ensina que

“aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9.27).

        Há somente uma oportunidade de aperfeiçoamento, uma oportunidade de salvação, uma única chance de o homem ser recebido no céu após a morte. Esta oportunidade é enquanto ele vive e pode tomar decisões.
         Não morremos muitas mortes nem vivemos muitas vidas:

“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Isaías 55.6-7).

         O estado final do homem é irreversível, isto é, a sua situação após a morte, momento em que o espírito se separa do corpo. Não há nenhuma condição de, no além, mudar a situação de condenado para salvo, de injusto para justo, de sair do inferno para o céu.
         O Senhor Jesus explicou uma realidade espiritual através da parábola do rico e Lázaro. Este morreu e foi levado pelos anjos para o céu. O rico morreu e foi para um lugar de tormentos. O contexto nos diz que nenhum dos dois tinha possibilidade de mudar de lugar.
         Ao ladrão arrependido, Jesus garantiu o céu:

“Na verdade, te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43).

      O ladrão sairia do céu para viver novas vidas aqui na Terra? De modo algum. Quando há sincero arrependimento, o perdão divino nos alcança. Não precisamos passar por sofrimentos para limpar nossa dívida. Jesus pagou tudo com Seu sangue. No caso do ladrão, vê-se o exemplo mais típico da graça de Deus em operação. Não podemos ganhar o céu mediante nossas obras. Arrependimento e fé são suficientes. Graça é favor divino em prol de quem não merece. É a única chance de salvação que Deus nos oferece. O sacrifício de Cristo nos deu essa chance (v. Efésios 2.8-9).
         Estevão, momentos antes de morrer, disse:

“Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (Atos 7.59).

        Estevão se esqueceu de que precisaria voltar à vida corpórea e viver por um número indefinido de anos para se purificar? Não, não houve esquecimento. Na verdade, a Igreja nunca falou, nem Jesus ensinou a existência de vidas passadas e retorno á vida presente para alcançar purificação.
         Deus nos garante vida eterna com Ele, ou vida eterna sem Ele. Isto é, viver eternamente no Céu, ou viver eternamente no Inferno:

“O Diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta, como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Ap 20.10).

“E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo” (Ap 20.15).

         O ensino de novas vidas terrenas é contrário à Palavra de Deus e especificamente contrário ao ensino do Senhor Jesus e à doutrina do Juízo Final. Vejam:

“Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3.18).

“Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita; Vinde, benditos de meu Pai. Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Dirá também o Rei aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos” (Mt 25.34, 41).


Autor: Pr Airton Evangelista da Costa

sábado, 1 de outubro de 2011

OS TIPOS DE “CRISTO” EM GÊNESIS

O QUE É UM TIPO ?
A palavra vem do grego : tipos. Significa molde ou sinal. Aquilo que inspira fé como modelo. Personagem paradigmático.
Os tipos de Cristo são personagens, animais ou objetos, nesse caso, de Gênesis, que possuíram características "messiânicas". Eram profecias vivas,ou visíveis, a respeito de Cristo. Estudando a respeito desses personagens, entendemos um pouco mais sobre o caráter de Jesus e do seu ministério. Tais pessoas e fatos, abordados na seqüência, eram sombras da realidade, que é Cristo.
èADÃO
Este foi o primeiro homem. Talvez não o associássemos à pessoa de Cristo se Paulo não o tivesse feito. O apóstolo traça tal paralelo em Romanos 5:12-21 e em I Coríntios 15:21,22,45-49. A semelhança entre Jesus e Adão está no fato de ambos terem sido os primeiros de suas respectivas "espécies". Adão foi o primeiro da raça humana. Jesus foi o primogênito dos filhos de Deus (Rm.8:29). Seus atos foram determinantes na formação da natureza de seus descendentes (Rm.5:19 Is.53:10). Tanto o pecado de Adão quanto a salvação em Cristo podem ter conseqüências eternas, dependendo, para isso, da escolha que se faz pelo lívre-arbítrio. Além desses pontos, a comparação entre os dois é feita com ênfase no contraste:
èO ANIMAL SACRIFICADO PARA VESTIR ADÃO E EVA
O pecado trouxe a consciência da nudez e, consequentemente, a vergonha. Eles tomaram a iniciativa de fazer algo que os cobrisse. Usaram folhas de figueira para fazer aventais, ou cintas. Tanto o material era inadequado quanto insuficiente a extensão da roupa produzida. Deus então lhes fez túnicas de peles (Gn.3:21). A pele iria cobri-los convenientemente, além de aquecê-los. Para que Deus utilizasse peles, entendemos que pelo menos um animal deveria ser morto.
A iniciativa humana para cobrir os danos do pecado é totalmente ineficaz. Só Deus podia fazê-lo. Para isso, ele enviou o seu filho, o Cordeiro de Deus, que, tendo sido morto, nos cobre, nos protege e nos torna dignos de chegar à presença de Deus sem constrangimento.
èABEL
Abel foi morto sem que fosse digno de morte. Seu sangue clamava a Deus desde a terra. Jesus também foi morto sem haver cometido nenhum crime e seu sangue fala melhor que o de Abel. Vemos um paralelo simples entre Abel e Jesus, conforme descrito em Hebreus 12:24.
èA ARCA DE NOÉ
Quando Deus decidiu destruir os homens perversos e pecadores, ele mandou que Noé construísse a arca. Este seria o único meio de salvação. Este é um símbolo perfeito para a obra de Cristo. Ele é o único meio de salvação neste tempo que antecede a destruição final. Noé "pregava a arca" como a última chance. Nós pregamos a Cristo. Evidentemente, só entraria na arca quem cresse na palavra de Noé, na segurança da embarcação e se arrependesse de sua condição de pecado. Entrar na arca era um ato público e subentende renúncia ao que ficava para trás. Tudo isso encontra paralelo na conversão a Cristo. Finalmente, cabe lembrar que a salvação pela arca foi comparada ao batismo pelo apóstolo Pedro em sua primeira epístola (3:20-21).
èJOSÉ
José foi um dos 12 filhos de Jacó. Foi invejado pelos irmãos que o venderam por 20 moedas de prata. Jesus foi vendido por 30 moedas. José foi tirado da casa de seu pai e foi viver no Egito como servo. Jesus também deixou a casa do Pai celestial e veio ao mundo em forma de servo (Fp.2:7). José foi o meio de salvação para o Egito e para sua própria família no tempo da fome. Da mesma forma, Jesus é o único meio de salvação para a humanidade. Ele é o pão para a fome espiritual. Em Gênesis, José é o tipo mais evidente de Cristo. O próprio Faraó lhe deu o nome de Zafenate Panéia, que significa "Salvador do Mundo". Aí então, ele foi elevado à posição de governador do Egito. Assim como Jesus foi exaltado pelo Pai e recebeu um nome que é sobre todo nome, passando a ter todo o poder nos céus e na terra (Fp.2:9 Mt.28:18). Acima de José só havia Faraó. Acima de Cristo, só o Pai. José comprou para Faraó toda a terrra do Egito. Jesus comprou com o seu sangue todos aqueles que serão salvos. "Porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua ,e povo e nação." (Ap.5:9).
èISAQUE
Sua semelhança com Cristo se deve a dois episódios de sua vida :
1) A experiência de Moriá
A cena de Abraão levando Isaque, seu único filho, para ser sacrificado, nos lembra que Deus entregou seu filho unigênito, Jesus, para ser morto em sacrifício. Isaque aceitou resignadamente a decisão de seu pai e carregou a lenha que serviria para queimá-lo. Jesus aceitou seu sacrifício e carregou a própria cruz. Ambos subiram um monte para serem mortos. A diferença se dá no desfecho das histórias. Isaque foi poupado. Jesus foi morto de fato.
2) Casamento
Em Gênesis 24 temos um relato que serve como base para se pregar sobre a trindade divina. Abraão representa o Pai; Isaque, o Filho; Eliezer simboliza o Espírito Santo. Eliezer foi enviado à terra natal de Abraão para buscar a esposa de Isaque - Rebeca - que tipifica a igreja, noiva de Cristo.
èO CARNEIRO QUE SUBSTITUIU ISAQUE NO HOLOCAUSTO
Quando Abraão ia sacrificar Isaque, Deus não o permitiu. Ao levantar seus olhos, Abraão viu um carneiro embaraçado pelos chifres. Tomou-o e o sacrificou em lugar de seu filho (Gn.22:13). Conforme o texto nos mostra, o carneiro foi providenciado por Deus para que Isaque fosse poupado e, ainda assim, o sacrifício fosse realizado.
A justiça divina exige que todo pecado tenha a devida punição. O sacrifício pelo pecado da humanidade não poderia deixar de ser efetuado. Todos nós morreríamos eternamente em conseqüência do nosso pecado. Entretanto, a providência divina preparou um cordeiro, Jesus, que foi morto em nosso lugar a fim de nos dar a vida eterna (Jo.1:29).
èMELQUISEDEQUE
Este era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. O escritor da carta aos Hebreus traça uma analogia entre Melquisedeque e Cristo. O paralelo se faz em torno da questão do sacerdócio de ambos e principalmente pelo fato de que nem um nem outro pertencia à tribo de Levi, que ainda não existia e de onde, deveriam, segundo a lei, vir os sacerdotes. Além disso, a omissão sobre origem, genealogia e morte de Melquisedeque, dá uma impressão de eternidade do personagem, relacionando-o, assim, à eternidade de Cristo. Melquisedeque era rei de Salém, que era o antigo nome de Jerusalém. Jesus é o Rei dos reis e a sede do seu governo será a Nova Jerusalém. Melquisedeque ofereceu a Abraão pão e vinho. Jesus ofereceu aos discípulos pão e vinho quando instituiu a ceia.
èJUDÁ
Ao abençoar seus filhos, Jacó disse que Judá é um leãozinho e dele não se arredará o cetro. Ele amarrará o seu jumentinho e lavará suas vestes no vinho. Tal pronunciamento foi uma profecia surpreendente em forma poética. No Novo Testamento, Jesus se encaixa nessa profecia como a mão que entra numa luva feita sob medida. Ele é o Leão da tribo de Judá (Ap.5:5) que regerá as nações com cetro de ferro (Ap.12:5). Cristo entrou em Jerusalém montado em um jumentinho. Quanto a lavar as vestes no vinho, isso representa sua morte e o derramamento do seu sangue. O lavar nos dá margem para pensar no poder purificador do sangue de Jesus. Aí poderíamos questionar : por quê suas vestes precisariam ser lavadas ? Teriam elas alguma impureza ? A única explicação que encontramos foi relacionar as vestes ao corpo, ou seja, o sangue foi derramado para purificar aqueles que fariam parte da igreja, que é o corpo de Cristo.
No texto de Gênesis 49, há um trecho misterioso : "... até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos." O nome Siló parece ser uma referência a Cristo. Na parte que diz "a ele se congregarão os povos", não está bem claro se o pronome reto "ele" se refere a Judá ou a Siló. De qualquer forma, não temos dúvida de que a Cristo se congregarão os povos, "segundo o beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra." (Ef.1:9-10).
  
Anísio Renato de Andrade
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Alma & Espírito

1- ALMA
O Termo alma representa o hebraico nephesh, que em muitas outras passagens se traduz por “vida” ou criatura.
Usa-se esse vocábulo a respeito dum ser vivo (Gn 17. 14; Nm 9.13, etc.); e dos animais, como criaturas (Gn 2.19, 9.15, etc.); e da alma como substancia distinta do corpo (Gn 35.18); da vida animal (Gn 2.7; note-se a aparente identificação com o sangue, Lv 17.14; e Dt 12.23); da alma como sede dos afetos, sensações e paixões, sendo suscetivel de angústia (Gn 42.21), de aflição (Lv 16.29), de desanimo (Nm 21.5), de desejo (Dt 14.26), de aborrecimento (SI 107. 18); e sendo, também, capaz de comunicação com Deus. çomo vinda Dele (Ez 18.4). desejando-O (SI 42.1, Is 26.9), regozijando-se Nele (SI 35.9; Is 61.10), confiando Nele (Sl 57.1), adorando-O (SI 86.4, 104.1), mas pecando contra Deus e fazendo mal a si própria (Jr 44.7; Ez 18.4; Mq 6.7).

No Novo Testamento é o termo “alma’ a tradução do grego “psyché”, que, como nephesh, é muitas vezes traduzido por “vida”. Usa-se acerca do homem individual (At 2.41; Rm 13.1: 1 Pe 3.20); da vida animal sensitiva, com as suas paixões e desejos, distinguindo-se do Corpo (Mt 10.28) e do espírito (Lc 1.46; 1 Ts 5.23; Hb 4.12).
A alma é suscetível de perder-se (Mt 16.26); de ser salva (Hb 10.39; Tg 1.21); e de existir depois da separação do corpo (Mt 10.28; Ap 6.9; 20.4).
2- ESPÍRITO
A palavra “espírito” no Antigo Testamento é, com duas exceções, uma tradução do termo hebraico ruach, que também tem a sua significação literal de “vento” (Gn 8.1, etc.), sendo em muitas passagens traduzido por “sopro”, com aplicação ao ar respirado (Jó 17.1; Is 2.22) e à frase “fôlego de vida” (Gn 6.17; 7.15; cp com Sl 104.29, e Ez 37.8). Deste modo é naturalmente empregada a palavra acerca do principio vital, o principio da vida animal (anirna, psyché), quer se trate de homens ou de animais (“fôlego”, Ec 3.19); de homens (Gn 45.27; Nm 16.22; Jó 10.12; SI 104.29; Ec 12.7; Is 38.16; 57.16). Noutras passagens refere-se ao principio espiritual ou à alma racional (anomus, pneuma). Neste sentido é o espírito a sede das sensações e das emoções; ele é altivo (Pv 16.18), atribulado (1Sm 1,15), humilde (Pv 16.19); tornam-se nele subjetivas as graças divinas (Sl 51.10; Ez 11,19; 36.26).
No Novo Testamento, o espírito (pneuma ), como faculdade divinamente concedida, pela qual o homem pode pôr-se em comunhão com Deus, distingue-se do aos próprio caráter natural (psyché); veja-se especialmente  1Co 2.10 a 16. A Bíblia claramente faz supor a existência do espírito, separado do corpo depois ela morte (Lc 24.37, 39; Hb 12.23 ).
Dicionário Bíblico Universal